Mulheres ciclismo de estrada
 

MEDICINA DO ESPORTE

CANELITE

Muito frequente entre corredores, a síndrome do estresse medial da tíbia ou popularmente canelite, é uma inflamação dos músculos e osso da perna, que ocorre após início de atividade física repetitiva ou mudança no padrão do seu esporte. Pode ocorrer em crianças ou adultos, e a dor ocorre na região interna da perna, sobre a canela.


O diagnóstico deve ser feito pelo ortopedista através do exame físico, história clínica e radiografias. Deve ser descartado outros diagnósticos importantes, como fratura por estresse, tendinopatias e síndrome compartimental crônica. O tratamento conservador demora de 2-4 semanas; deve ser feito repouso de atividades físicas, crioterapia, compressão da região com bandagens,  elevação do membro e fisioterapia.


O uso da terapia por ondas choque acelera a recuperação e promove melhora da dor, demonstrando bons resultados no tratamento dessa patologia.

A terapia física na perna

ENTORSES

Muito frequente em praticantes de atividade física, o entorse de tornozelo ocorre quando o tornozelo “rola” para além do normal, causando dor, inchaço e muitas vezes, hematomas e sensação de que o tornozelo “falha ao andar”. Essa falha ocorre quando ocorre uma lesão dos ligamentos do tornozelo, que leva a instabilidade da articulação.

O entorse de tornozelo pode ser classificado em grau 1, grau 2 e grau 3. O grau 1 envolve distensão dos ligamentos e sua recuperação geralmente é mais rápida. Já as lesões grau 2 e grau 3 envolvem lesões parciais ou totais dos ligamentos do tornozelo e necessitam de tratamento com imobilização por 6 a 8 semanas e fisioterapia.

Quando não ocorre o tratamento adequado, o paciente pode ficar com dor crônica e instabilidade do tornozelo, frequentemente sofrendo quedas e incapacidade de praticar atividades físicas. Nessa etapa, a cirurgia para reconstrução dos ligamentos pode ser indicada.

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FRATURAS POR ESTRESSE

Muito frequentes em praticantes de corridas e esportes onde há saltos, as fraturas por estresse são causadas por esforços repetitivos e, muitas vezes, prolongados, como na maratona. As causas mais comuns são excesso de treinos (overtraining) com impactos repetitivos nos ossos. Também pode ocorrer quando a pessoa muda a intensidade de seu treino, ou muda o ambiente onde treina.

Os lugares mais frequentes de fraturas por estresse são os membros inferiores e geralmente a pessoa apresenta dor e sensibilidade na área afetada.

O diagnóstico é feito pelo ortopedista, através da história clínica, exame físico e exames complementares (radiografia, tomografia computadorizada, cintilografia ou ressonância magnética).


O tratamento, na maioria das vezes, consiste em usar uma imobilização no membro afetado e muletas, caso a fratura for nos membros inferiores. O tratamento cirúrgico é reservado para fraturas específicas, para que haja consolidação completa do osso quebrado.

Corredores de corrida